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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Encontro ProCultura - 09/11

A Assessoria Parlamentar do Ministério da Cultura convida para o Encontro Nacional que debaterá a Nova Lei do ProCultura.

Para mais informações, contatar a Coordenadora de Acompanhamento da Ação Legislativa desta Assessoria Parlamentar, Odila Bohrer, no telefone (61)2024-2495.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Socorro salvemos a 508!

Ola à todos!

Leiam com bastante atenção a carta escrita por Rui Faquini!

Salvemos a 508!


"Querido Renio,

Nas horas de perigo sempre sabemos a quem recorrer. E se o perigo for real e coletivo, torna-se fácil a UNIÃO.

União que se faz necessária agora, pois hoje (25/03) em reunião fui comunicado que o senhor secretário de cultura Silvestre Gorgulho determinou que se procedesse a uma “reestruturação” da Secretaria de Cultura para nivelar os espaços/equipamentos (da Secretaria) pelo nível mais baixo.

Sob minha gestão a 508 conquistou recentemente o status de Coordenadoria de Governo, podendo assim deliberar sobre seu próprio destino. Esse fato expôs a fragilidade da gestão do dito secretário tendo o mesmo se colocado frontalmente contra os progressos da 508.

Exemplo de alguns dos projetos que embora sabotados estão em andamento:

Implantação do Centro Histórico de Brasília para revitalizar a única unidade de vizinhança funcionando no mundo como modelo de revitalização da W3,

Implantação do Pontão de Cultura,

Hospedagem da Rádio Cultura no Espaço.

Esse upgrade da 508 surpreendeu o secretário porque como é sabido tudo o que foi feito até agora no âmbito da Secretaria foi fruto do denodo e dedicação de pessoas raras como: TT Catalão, Bené Fonteles, Wagner Barja, Antonio Miranda, Marcos Terena, Luís Mendonça, Glenio Lima, Johanne Madsen, só para citar alguns.

Quando consegui transformar a 508 numa coordenadoria percebi um clima hostil por parte do secretário. Para salvar o status do Espaço cheguei a propor minha exoneração já que parecia ser uma questão pessoal. Mas a mera exoneração do Rui Faquini não destruiria o que foi conquistado... Aí eu pergunto. É justo a 508 pagar por isso e ser rebaixada da condição de coordenadoria para uma gerencia sem nenhum poder de ação? Pois, esse é o plano do secretário demissionário que quer, ao apagar das suas luzes, deitar uma camada de sal nas conquistas da 508.

Portanto conclamo você e a seus amigos e todos os amigos da 508, a se manifestarem a respeito das pretensões desse desafortunado secretário.

Abraço do irmão,

Rui Faquini "

terça-feira, 9 de março de 2010

II Conferência Nacional de Cultura - 9 a 14/03


para inscrição nas oficinas: segundacnc@funarte.gov.br
mais informações: (61) 2024-2618 ou (61) 9811-1162

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Petição pela inclusão da área no IBRAM

OS MUSEUS BRASILEIROS ABRIGAM AS ARTES?
O IBRAM PENSA QUE NÃO

Os artistas abaixo assinados, integrantes do Conselho Nacional de Política Cultural -(CNPC), como representantes dos segmentos artísticos da sociedade civil, manifestam seu repúdio ao EDITAL Nº 1 do INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS-IBRAM, solicitando ao Exmo. Sr. Ministro da Cultura que ordene sua imediata suspensão e reformulação.

Não bastava o Ministério da Educação, através de suas Universidades Federais, manter longe de seus quadros profissionais de diversas artes formados por elas próprias, por conta de seu equivocado Plano de Carreira (Lei 11.091/2005), conforme já denunciado por nós (Moção n. 2 do CNPC, de 4/6/2008, entregue em mãos ao Ministro Fernando Haddad).

Agora é o próprio Ministério da Cultura que ignora solenemente as artes!

Em 2009, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) já realizou concurso para 26 técnicos nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Arqueologia, Antropologia, Arquivologia, Biblioteconomia, Conservação-Restauração de Bens Culturais Móveis e Integrados, Educação, Engenharia Civil, História e Museologia. Nada contra, mas por que apenas 1 com formação em História da Arte?

Agora é o recém-criado IBRAM, cujo edital, com inscrições encerradas dia 23/2/2010, oferece 184 vagas para candidatos graduados em Administração, Economia, Análise de Sistemas, Contabilidade, Engenharia, Psicologia, Comunicação, Relações Internacionais, Arquivologia, Antropologia, Arqueologia, Arquitetura, Biblioteconomia, História, Museologia e Sociologia. Outras 47 poderão ser preenchidas por diplomados em “quaisquer ciências humanas e sociais”. Àqueles que se dedicaram ao estudo das diversas artes, restam eventualmente as 6 vagas de “Analista I”, para graduados “em qualquer especialidade”!

Pergunta-se: onde os saberes artísticos encontrarão reconhecimento? Quando a “gestão cultural” federal sentirá necessidade deles? Que museus são estes, que não abrigam em seus acervos pinturas, esculturas, partituras...? Que patrimônio cultural é este, que exclui gravações musicais, indumentárias e registros de danças populares e de literatura oral? Publicações, vídeos e todo o tipo de documentos sobre teatro e circo?

Na certa não são os museus brasileiros, os existentes ou os que pretendemos construir.

Não podemos ficar calados diante deste erro grave, de consequências duradouras, cometido em pleno nascimento de uma instituição tão importante, sonhada e festejada por todos nós militantes da cultura e das artes.

Com a palavra, o Sr. Ministro.

Brasília, 23 de fevereiro de 2010.

Abaixo Assinado

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Inscrições abertas para observadores

PRÉ-CONFERÊNCIA SETORIAL DE ARTES VISUAIS

Estão abertas inscrições para quem quiser participar como observador da Pré-Conferência Setorial de Artes Visuais, a ser realizada entre os dias 07 e 09 de março em Brasília. O observador arca com todas as despesas necessárias à participação – transporte, alimentação etc – e não tem direito a voz e voto.

Para se inscrever, entre em contato com Izabel (21 2224-8490), izabelcosta@funarte.gov.br ou Maria Cristina (21 2224-8490), mcristinamartins@funarte.gov.br.

Parte do processo da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), que acontecerá entre 11 e 14 de março, a Pré-Conferência Setorial de Artes Visuais tem como objetivos: debater e encaminhar propostas para as políticas públicas de cultura e as políticas específicas para as artes visuais, de forma a contribuir para a formulação do Plano Nacional do setor; eleger os 200 delegados de artes visuais para a plenária geral da II CNC; instalar o colégio eleitoral de artes visuais, responsável pela eleição dos membros do Colegiado de Artes Visuais e pela elaboração de listas tríplices com indicação de nomes que comporão a representação do setor no Plenário do CNPC; e eleger os membros do Colegiado Setorial constituídos no âmbito do CNPC para o exercício do mandato referente ao biênio 2010/2011.

Serão realizadas Pré-Conferências Setoriais de Cultura para áreas técnico-artísticas e de patrimônio com assento no Plenário do CNPC, a saber: dança, circo, teatro, música, artes visuais, livro e leitura, culturas afro-brasileiras, culturas dos povos indígenas, culturas populares, audiovisual, arte digital, arquivos, museus, patrimônio material, patrimônio imaterial, arquitetura, moda, design e artesanato.

Serviço:

Pré-Conferência Setorial de Artes Visuais

Dias 07 a 09 de março de 2010, de 17h às 21h (primeiro dia); de 9h às 17h (segundo dia); de 9h às 12h (terceiro dia)

INSCRIÇÕES: entrar em contato com Izabel: (21 2224-8490), izabelcosta@funarte.gov.br)

ou Maria Cristina (21 2224-8490), mcristinamartins@funarte.gov.br).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Movimento Viva Arte inicia debate sobre a política cultural do DF

Por Francisca Azevedo

Na tentativa de democratizar o debate sobre a política cultural na cidade, artistas, escritores e jornalistas se reunirão no 1º Encontro do Viva Arte – movimento das pessoas que participam da produção cultural brasiliense. O grupo irá fazer um diagnóstico da cultura no DF e discutir ações para melhorar o quadro cultural da cidade. O encontro será realizado toda última segunda-feira de cada mês sempre às 20h, no Açougue Cultural T-Bone, que fica na 312 norte.


Para o escritor Vicente Sá, porta-voz do movimento, o DF precisa de uma política cultural séria e acessível a todos. “O movimento nasceu da necessidade dos artistas locais de conseguir acesso à cultura na cidade. Brasília é uma cidade que tem como marca a riqueza de artistas e criadores que precisam apenas de condições para mostrar seu trabalho. Vamos agir em prol de uma discussão do que deve ser feito para valorizar e agregar a classe artística de Brasília e de todo o Distrito Federal”, afirma Vicente.

Na próxima segunda, o grupo irá realizar um debate para pensar e discutir fórmulas para melhorar o acesso às políticas culturais. Estarão presentes o cineasta e documentarista Vladimir Carvalho, o jornalista Gadelha Neto, o jornalista e escritor Paulo José Cunha, o maestro e professor do departamento de música da UnB, Jorge Antunes, o ator Murilo Grossi, o mímico Miquéias Paz, o escritor e jornalista Luiz Martins, o professor Robson Eleutério, o jornalista Luis Turiba, o jornalista e presidente do Instituto Latinoamericano, Atanagildo Bandolt, o poeta e jornalista Menezes y Moraes, o poeta Augusto Cacá, Representante do SOS cidadania e ação esperança Beto Vale, além do fundador do Açougue Cultural T-Bone, Luiz Amorim, entre outros pensadores e intelectuais da cidade. Ao final do debate, uma performance com o ator Adeilton Lima e o grupo musical Liga Tripa fecham o encontro que é aberto ao público.


O que: 1º Encontro do Movimento Viva Arte
Quando: 22 de fevereiro
Horário: 20h
Onde: Açougue Cultural T-Bone, 312 norte

Ivana Sant'Anna
Assessora de imprensa do Movimento Viva Arte
movimentovivaarte@gmail.com

(61) 9212 7401

originalmente publicado em: http://www.t-bone.org.br/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CONVITE - Encontro Extraordinário REMIC-DF

Convocamos a todos para participar da elaboração final da Carta de Princípios REMIC-DF, no dia 23 de novembro às 18h30 no Museu Nacional .

No dia 09 de novembro de 2009 realizamos o 11° Encontro REMIC-DF. Nele, além do produtivo debate acerca do tema apresentado pela palestrante convidada Luciana Sepúlveda , foi acordado que discutiríamos, inicialmente através de email, as proposições para a Carta de Princípios que será apresentada no II Encontro Nacional de Educadores em Museus, em dezembro de 2009 no Rio de Janeiro. Essas importantes propostas comporão outra Carta de Princípios, documento único, que será construído em conjunto com as outras Redes Estaduais de Educadores em Museus durante o II Encontro Nacional da REM no Rio de Janeiro, em dezembro. Este documento deverá, então, ser encaminhado aos órgãos públicos e demais instituições relacionados com Cultura, servindo de parâmetro e diretriz para os profissionais do setor de educação em museus e instituições culturais.


Inscreva-se no II Encontro Nacional da REM - ENREM, no site http://www.rem.org.br/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Postagem inaugural. Resultado do FAC

Envio para conhecimento Link com resultado dos recursos dos projetos culturais a serem incentivados a atendidos pelo Fundo de Apoio a Cultura do DF.

http://www.buriti.

abraços,
raimundo kamir

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cine Brasília foi o local escolhido para a manifestação, que cobrou atenção sobre os espaços públicos culturais da cidade

Matéria do Correio Braziliense

Lúcio Flávio
Publicação: 09/10/2009 08:48 Atualização: 09/10/2009 09:56

Uma manifestação simbólica movimentou artistas da cidade e a comunidade na tarde de ontem no Cine Brasília, na 106/107 Sul(1). O protesto, que reuniu cerca de 70 pessoas, foi uma iniciativa dos atores teatrais Adeílton Lima e Wellington Abreu, com o produtor cultural Doviral Brandão, e tinha como objetivo reivindicar mais atenção das autoridades públicas com relação à precariedade dos espaços culturais da cidade. Palco do mais importante Festival de Cinema do país, o local não foi escolhido aleatoriamente. "Esse protesto no Cine Brasília é uma metáfora da realidade cultural da cidade, é uma situação que não pode mais acontecer", comenta o cineasta Vladimir Carvalho, um dos nomes mais importantes do cinema brasiliense. "É triste precisarmos recorrer a protestos como esse, já virou uma coisa monótona, mas essa indiferença dos poderes públicos é algo perigoso", destaca.

Cartazes com dizeres como "política cultural não se faz com maquiagem" ou "onde estão as políticas culturais do GDF?" foram pendurados na fachada principal do espaço. Dezenas de sacos de lixos foram espalhados no hall de entrada do Cine Brasília. Uma maquete do local foi construída e também embalada em sacos de lixo. Segundo os artistas, não é mais admissível que todos os anos o Cine Brasília seja fechado apenas para uma reforma parcial em virtude da realização do Festival de Cinema de Brasília. "Todo mundo sabe que o lugar está completamente sucateado, precisando de reformas urgentes", reclama o ator Adeílton Lima. "A maquiagem é só durante o festival, depois, a sala fica jogada às moscas, às vezes, a sessão é interrompida por falta de público", emenda.ApresentaçõesUma das principais reivindicações da classe é que haja uma política cultural mais consistente para o setor, priorizando a reforma e a manutenção dos espaços já existentes e a criação de centros culturais em cidades que não possuem um lugar adequado para apresentações artísticas. "É preciso criar políticas culturais sérias que caminhem com os artistas, colhendo opiniões da classe", pede o produtor cultural Dorival Brandão, um dos idealizadores do protesto.A indignação dos artistas aumentou diante da proposta de orçamento para reformas dos espaços culturais da cidade, apresentada no último mês de junho pela Secretaria de Estado em Planejamento e Gestão, durante uma audiência pública realizada no próprio Cine Brasília. Segundo o documento, R$ 50 mil foram destinados para a revitalização de lugares como o Cine Brasília, o Museu de Arte de Brasília (MAB), o Cine Itapuã, no Gama, entre outros espaços. "Como contrasenso, eles estão destinando uma verba de R$ 840 mil para a manutenção do Memorial JK, que é um espaço privado. Não conseguimos entender essa situação", lamenta Dorival Brandão.

Hoje, por volta das 9h, uma comissão formada por artistas e professores de arte da cidade levará à secretaria de Cultura a maquete do Cine Brasília simbolicamente embalada no protesto de ontem. "Essa manifestação é um ato independente dos artistas e dos cidadãos brasilienses, ", reforça Adeílton Lima. "Não podemos deixar que os espaços culturais de Brasília se desintegrem perto dos 50 anos da cidade", ressalta. A reportagem do Correio tentou contato com algum representante da Secretaria de Cultura, ontem, mas não obteve sucesso.1 - ImportânciaInaugurado em 1960, o Cine Brasília é um dos mais importantes espaços culturais da cidade. Com capacidade para mais de 600 pessoas, o lugar abriga, desde sua inauguração, o principal festival de cinema do país, que segue para sua 42ª edição. Atualmente sucateado pelo tempo, desde os anos 1970 que o local não passa por uma reforma completa.

Notícia enviada por Raimundo Kamir

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ainda sobre o FOTOARTE

Continuando o debate, postamos parte da cobertura do Fotoclube f/508, sugerido por Amanda Ourofino, sobre o resultado da carta aberta.
(Postagem na íntegra: http://www.fotoclubef508.com/blog/?p=9537)

A AFOTO tem especial atenção e preocupação com os regulamentos de concurso de fotografia. Recentemente, em postagem do dia 26 de agosto, posicionou-se contrária ao regulamento do 2° Prêmio Foto Arte. Na ocasião, o presidente Rinaldo Morelli enviou uma carta oficial à promotora do concurso sugerindo alterações no regulamento, mas não obteve resposta.
Fatos recentes reacendem a discussão. A fotógrafa Patricia Gouvêa está questionando os termos do contrato que os premiados devem firmar com os promotores do concurso, e se recusa a assinar. Patricia já informou que abre mão da premiação se os termos do contrato não forem revistos.
O corpo de jurados ainda não divulgou sua posição oficial, mas em comentário no blog do Paraty em Foco, Rogério Assis afirma que todos são contrários aos termos do contrato e manifestaram seu desacordo para a promotora do concurso, a sra. Karla Osório, pedindo alteração do contrato.
A AFOTO enviou email para a sra. Karla Osório, para que tivesse suas palavras diretamente, sem interpretações por terceiros.


“Alertados pela Patricia Gouvêa, nós (Eder Chiodetto, Thiago Santana, Marcelo Reis, Milton Guran, Susana Dobal e eu, Rogério Assis) não tivemos prévio conhecimento do contarto enviado aos articipantes do 2º Foto Arte Brasíla, após o juri referendar as premiações. Durante toda a semana estamos solicitando a direção do Foto Arte Brasília, a revisão das clausulas que julgamos abusivas. Até o momento não fomos atendidos na nossa reivindicação. Segue abaixo o texto da minha última mensagem enviada a todos os jurados e a direção do Foto Arte Brasília. Sem a determinação do uso, o texto continua com o mesmo significado. Parece que quer se ouvir, mas não se quer escutar. Nós do juri não estaremos de acordo com nenhum texto que não especifique detalhadamente qual a utilização que vai ser dada as fotografias.
Qualquer outra utilização, especialmente as de cunho comercial, devem ser autorizadas pelos fotógrafos. Apesar de trabalharmos com imagem, temos total condição e inteligência suficiente pra compreender um texto. Essa história já foi longe demais. Ou faz-se o que estamos pedindo ou encerrasse de uma vez esse diálogo estéril. Acredito que todos nós tenhamos muitos afazeres pra ficar alongando ainda mais o que já esta decidido por nós jurados.Paciência tem limite.
Não vou jogar pela janela 20 anos de fotografia pra referendar um contrato abusivo como esse. Sou dono de editora, já fui sócio de Agencia de Fotografia e pra tocar em frente meus projetos, jamais precisei usar desse tipo de artificio. Eu, como tenho certeza, todos os outros jurados, com brilhantes trajetórias dentro da história da fotografia brasileira, jamais seremos coniventes com esse tipo de absurdo. Se pleiteia-se a boa fé, então que faça-se uso dela.
Atenciosamente,”
Rogério Assis
+ A (Foto) Arte da Enganação

E o FotoArte volta atrás.
Recebemos do amigo Marcos Lima
“Acabei de receber da FotoArte Brasília um e-mail avisando que eles alteraram as cláusulas”.
Caros fotógrafos selecionados e premiados do 2º Prêmio FOTO ARTE,
Diante do debate surgido sobre o teor de 2 (duas) cláusulas do Termo de Cessão que lhes foi encaminhado anteriormente, a Organização do Prêmio, após consultas com o corpo de jurados, decidiu alterar o documento, realizando as seguintes modificações que encontram-se abaixo:
1) Será retirada inteiramente a Clausula 4, relativa à montagem das imagens;
2) Será alterada a redação da Clausula 6 que passará a ser 5 e terá o seguinte texto:
“5. O CEDENTE reitera seu aceite formal a todo o teor do Regulamento a que já aderiu de livre e espontânea vontade, ao inscrever-se no Prêmio, e cede os direitos sobre a(s) fotografia(s) à CESSIONÁRIA para que a mesma possa utilizá-las estritamente para divulgação do Prêmio, e à entidade sem fins lucrativos, WWF-Brasil, isentando ambas da obrigação de efetuar qualquer pagamento ao CEDENTE, pelo uso das imagens, que são cedidas, conforme previsto no Regulamento, cujo teor fica inteiramente mantido”.
3) Será alterada a Cláusula 10, reduzindo para 2 (duas) as vias originais a serem enviadas.
4) Todas as cláusulas a partir da Cláusula 4 serão renumeradas.
A fotografia merece e exige respeito!


Gratos pela colaboração de Amanda Ourofino. Estamos de olho.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Denúncia sobre irregularidades no prêmio FOTOARTE 2009 por Patricia Gouvêa

Carta aberta enviada no dia 2 de outubro de 2009 à produção do prêmio, para todos os jurados, postada no facebook e enviada para o Canal Contemporâneo (http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/002527.html)


À produção da FOTOARTE, Prêmio FOTOARTE 2009 e aos jurados,
Venho por meio desta informar que estou abdicando da Menção Honrosa recebida e que todos os materiais por mim enviados (CD com imagens am alta, biografia etc) devem ser inutilizados ou devolvidos e minhas imagens retiradas de qualquer suporte de divulgação.
Foram inúmeras as minhas tentativas, desde a última segunda-feira e as do júri para que a Sra. Karla Osório concordasse em redigir o termo de cessão de direitos de imagem, onde foram incluídas 2 cláusulas que não constavam do regulamento, cujo teor fere os direitos autorais dos fotógrafos, constituindo, portanto, ato irregular e que apenas beneficia as empresas controladas direta ou indiretamente pela ARTE 21:
4. A CESSIONÁRIA fica expressamente autorizada pelo CEDENTE a executar livremente a montagem das fotografias objeto deste contrato, podendo proceder aos cortes, às fixações e às reproduções necessárias.
6. A CESSIONÁRIA poderá ceder os direitos sobre a(s) fotografia(s) e/ou a conceder autorização de utilização a quaisquer empresas sob seu controle direto ou indireto, bem como a entidade sem fins lucrativos, especificamente à WWF Brasil, sem obrigação de efetuar qualquer pagamento ao CEDENTE.
A primeira é preocupante pois autoriza cortes na imagem, mas a segunda é ainda mais grave: por meio dela as imagens poderão ser usadas por outras empresas sob controle da ARTE 21 e outras ONGs!!!!
Todo o júri (Éder Chiodetto, presidente, Rogério Assis, Suzana Dobal, Marcelo Reis, Milton Guran e Tiago Santana) me apoiou e está pedindo que a Karla refaça os contratos e anule os antigos a partir da minha contestação, mas parece que ela, infelizmente, está optando por ignorar até mesmo o juri e passou a dizer que eu sou a única reclamante sobre o assunto, o que deixou a todos ainda mais perplexos.
Estamos num momento de mudança de paradigmas e as pessoas não podem ser irresponsáveis e precisam pensar de forma coletiva. Decidi então abdicar do prêmio, pois acredito que todos os fotógrafos tem que ter seu contrato revisto e os antigos rasurados, pois este é um problema grave que diz respeito a todos. Anteriormente a AFOTO, associação dos fotógrafos de brasília, já havia feito uma denúncia contra o prêmio, com comentários de um advogado especialista em direitos autorais: http://afotobrasilia.wordpress.com/2009/08/26/2º-premio-foto-arte-brasilia/
Este pedido foi ignorado, assim como agora um pedido coletivo e que envolve o juri do prêmio está sendo ignorado. A Sra. Karla Osório prefere manter uma atitude inflexível e colocar a questão como se fosse um ato isolado de contestação de minha parte, o que demonstrar sua falta de boa vontade com a questão, e que coloca em dúvida suas reais intenções com este prêmio. Muitas tem sido as manifestações em todo o Brasil contra esta atitude. Neste email estão copiados alguns premiados, para que tomem conhecimento da minha decisão: Macia Folleto, A.C. Júnior, Dalton Valério e Charly Techio.
A resposta ontem do presidente do júri, Eder Chiodetto, após mais um email evasivo da Carla foi contundente e simboliza a opinião do júri:
"Olá Karla,
Já foram muitos emails trocados, a posição de todo o corpo do jurado já está absolutamente clara. E nós seguimos estarrecidos com a sua posição inflexível. Nada justifica esse seu comportamento. Se todos estão apontando para uma direção porque você acha que é a única que pode ter razão? Também pedimos para advogados ler o regulamento e a cessão de direitos e o retorno é de que há um claro conflito entre ambos. Que a Cessão de Direitos pode sim prejudicar os fotógrafos que a assinarem da forma como já salientamos. Se não é isso que você quer, como você tem repetido "n" vezes nos emails, porque não alterar as duas cláusulas que desde o início estamos solicitando? Para você não mudaria nada, não é? Faça um comunicado oficial e público de que o Termo de Cessão enviado está anulado mesmo para quem já o enviou pelo correio e reenvie um outro. Mas, antes, submeta ao corpo de jurados, por favor. Porque eu não tenho autoridade para decidir sozinho qualquer coisa com você. É o nome e a reputação de todos do júri que está em jogo. Essa história já está extrapolando e ganhando uma repercussão sem controle.
Eder Chiodetto"
Para encerrar, gostaria de deixar uma frase do Carlos Carvalho, que serve para nossa reflexão: "Prêmio é para premiar e não para chantagear."
Atenciosamente,

Patricia Gouvêa

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Relatório sobre a Audiência Pública do MAB

Audiência pública debate revitalização do Museu de Arte de Brasília e descarta fusão com Museu NacionalPróximo de completar 25 anos de existência, o destino do Museu de Arte Moderna de Brasília (MAB) continua incerto. Interditado em 2007 por determinação do Ministério Público, sem recursos para aplicar na reforma física e organização do acervo, tem pela frente uma tábua de salvação que pode não ser a melhor saída: a fusão com o Museu Nacional.Para debater essas e outras questões, foi realizada audiência pública hoje (23) na Câmara, proposta pela deputada Erika Kokay (PT), que apontou a contradição do fechamento de um museu exatamente na cidade conhecida como "a capital da esperança". A deputada questionou ainda a ausência de verbas no orçamento dos 50 anos de Brasília para a revitalização do MAB.Erika lembrou que o acervo do MAB corresponde a algo em torno de oito milhões de dólares, representado por cerca de mil obras que se encontram encaixotadas, correndo riscos de danos e desviados de suas funções originais. A deputada afirmou que a proposta de fusão com o Museu Nacional não seria a melhor solução para resolver os problemas do MAB.A fusão, apontada como uma possível saída para os graves problemas enfrentados pelo MAB, foi praticamente descartada por quase todos os presentes que se manifestaram na audiência, como o pesquisador Cláudio Pereira; a diretora do Espaço Cultural Contemporâneo, Karla Osório; José do Nascimento Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Museus; Jefferson Paz, educador e artista, e, mais veementemente, por Alfredo Gastal, presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Karla Osório disse que a fusão, apontada como salvação do MAB, é injustificável e que o Museu Nacional não tem espaço adequada para receber o acervo. Para Jefferson Paz, a fusão seria "uma pá de cal no MAB". Já Alfredo Gastal disse ser inconcebível que se planeje fechar o primeiro museu da cidade, "uma versalhes do século XX" , e que uma parceria com a iniciativa privada pode ser uma saída para evitar que desapareça um "museusinho singelo", mas símbolo da utopia que cercou a construção da capital.Para o diretor-executivo do Museu de Arte de Brasília, Glênio Lima, o Museu Nacional seria o único espaço da cidade em condições de abrigar o acervo do MAB, e que as obras estariam melhor lá do que num porão, onde hoje se encontram.A subsecretária de Políticas Culturais da Secretaria de Cultura, Ione Carvalho, apontou uma série de dificuldades para resolver não só o problema do MAB, como também de todos os prédios próprios do órgão, que sequer têm "habite-se", pela dificuldade de conciliação entre as exigências dos bombeiros, por exemplo, e a arquitetura de Niemeyer, que privilegia grandes vãos, nem sempre garantindo a segurança dos transeuntes.Ione mencionou ainda a inexistência nos quadros do órgão de museólogos, conservadores e restauradores. Em todo caso, disso, mesmo não havendo recursos, é preciso "trabalhar positivamente".No final da audiência pública, a deputada Erika Kokay solicitou à Secretaria de Cultura o estudo feito pelo órgão que mapeia todos os problemas existentes nos espaços culturais da cidade, sugeriu a recriação da Associação dos Amigos do MAB; também propôs que seja feito um manifesto no MAB pela sua revitalização e a criação de um Projeto de Lei para estabelecer multas para os gestores que descuidem do nosso patrimônio cultural.Com informações da coordenadoria de comunicação social da CLDF
Luciene Velez

Agradecemos Raimundo Kamir por enviar-nos esse relatório.

Também informamos que a manifestação em questão está se articulando como um evento tendo em vista visibilizar o MAB, apoiar sua revitalização e rearticular a associação dos amigos do MAB. Assim que tivermos novos dados sobre o evento postaremos, então fiquem atentos.

Vale lembrar que o IBRAM disponibilizou 300 mil reais em convênio assinado com o GDF (recursos que estão em conta á disposição do GDF) para a revitalização do MAB. Este recurso está um ano e meio a disposição e o governo local e corre o risco de ser devolvido.

Em outubro parte do acervo do MAB estará em exposição no mezanino do Museu do Conj. Cultural da República, com obras de artistas como Palatnik, Amilcar de Castro e Rubem Valentim.

Acompanhe nossa cobertura sobre o incerto destino do MAB.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Audiência Mab


Audiência pública pela revitalização do MAB
Aos 25 anos, o Museu de Arte de Brasília é vítima do descaso das autoridades locais. Problemas estruturais, como infiltrações e rachaduras, levaram ao fechamento do espaço há mais de dois anos. De lá para cá, nenhuma previsão de reforma. As cerca de 1,3 mil obras do MAB estão no Museu Nacional. Trata-se de um tesouro avaliado em US$ 8 milhões, que hoje encontra-se precariamente encaixotado ou meramente encostado nas paredes.
Ação movida pelo Ministério Público já havia determinado a retirada das obras, a restauração do prédio e a devolução do MAB à cidade. Mas tudo indica que trata -se de um abandono proposital para que o acervo do MAB acabe simplesmente – e definitivamente – incorporado ao Museu Nacional. O grande desafio é fazer com que a capital federal tenha mais de um museu, não que um seja destruído para que outro seja valorizado.
Preocupada com a situação de abandono do patrimônio artístico de Brasília e com a tentativa de destruição do MAB, a deputada distrital Erika Kokay (PT) propôs uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA), destinando recursos em 2010 para a reforma do lugar. Também por iniciativa da parlamentar, no próximo dia 23, artistas, museólogos, defensores do patrimônio e autoridades locais se encontrarão na Câmara Legislativa durante audiência pública. O objetivo é buscar alternativas que contribuam para acelerar o processo de recuperação e de valorização de nosso Museu de Arte de Brasília.
PARTICIPE

domingo, 6 de setembro de 2009

Relatório: Audiência Pública - MAB


Dia 2 de setembro aconteceu uma audiência pública no Auditório da Biblioteca Nacional a respeito da situação do Museu de Arte de Brasília (MAB). Sabendo da recente realocação do acervo do MAB para o Museu Nacional da República e receosos de que a situação atual do museu pudesse indicar seu fim, fomos lá conferir e nos atualizar sobre tudo isso.

Para nossa surpresa a audiência tratava-se de uma proposta consistente que, apesar de vários detalhes a serem discutidos, parece ser o único encaminhamento que vem ocorrendo para a manutenção e revitalização do MAB.

Trata-se do seguinte: Foi formada uma comissão, cujos integrantes presentes eram Glênio Lima (MAB), Ana Frade (DEPHA), Wagner Barja (MN), Omar Franco (artista plástico) e Ione Carvalho (subsecretária de cultura do GDF) para analisar e propor soluções para o MAB. A partir das considerações realizadas, o grupo apresentou um plano de fusão do MAB e do MN, bem como um projeto de revitalização das duas instituições, já que nenhuma das duas apresenta-se, atualmente, em condições minimamente próximas das desejadas para esse tipo de espaço.

O novo complexo museológico, cujo nome (questionável) sugerido pela comissão seria “Museu Nacional de Arte de Brasília”, teria duas sedes: a Sede Lago (mantendo o mesmo prédio do MAB, com muitas melhorias) e a Sede Esplanada (atual Museu Nacional, o bolinha). O acervo do MAB seria transformado na Coleção MAB, compondo o acervo total do complexo que seria estabelecido no prédio do Museu Nacional, já que este possui mais possibilidades para isso. O MAB, por sua vez, passaria por um amplo projeto de restauração que também foi apresentado ontem ao público.

Ao que tudo indica, a fusão contempla os dois espaços e oferece excelentes perspectivas para a cidade. Por um lado o MAB seria beneficiado da visibilidade do Museu Nacional e se fortaleceria na fusão, seu acervo ficaria mais bem alocado e a reforma propiciaria mais espaço para cursos, exposições, além de uma área reservada para um laboratório de conservação e reparo de obras, previsto também no projeto. Por outro lado, o Museu Nacional da República se beneficiaria de um dos melhores acervos de arte contemporânea do Brasil o que o faz, de certo modo, ganhar uma identidade, já que ele nasceu (e vem crescendo) como um espaço extremamente problemático e uma de suas principais questões é justamente como formar seu acervo.

Outras vantagens da fusão apresentadas pelo grupo foram: a formação de um programa museológio entre as duas instituições, o fortalecimento político das duas, além do aprofundamento da programação que já vem ocorrendo no Museu Nacional e que teria uma maior versatilidade ao contar com outra sede. Cabe lembrar que dentre os pontos apresentados da programação inclui-se a criação de programas de residências para artistas, oficinas e cursos, além da extensão da pauta de exposições do Museu Nacional (para vocês terem uma idéia estão previstas para 2010 algumas exposições absurdamente fantásticas como Joan Miró, Joseph Beuys, Marc Chagall e parte da coleção do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona).

Lógico que tudo isso depende de mil e um detalhes a serem discutidos e realizados e da nossa participação ativa, já que os governos e administrações mudam e nem sempre os projetos tem continuidade (na verdade, quase nunca). Durante a audiência a fusão foi problematizada, pois todos receiam o enfraquecimento do MAB e prezam pela manutenção de sua história na cidade. Mas, acredita-se que a fusão daria maior autonomia e visibilidade ao MAB e, deste modo, boa parte dos presentes acabou apoiando-a.

Devemos, portanto, ficar atentos aos próximos encaminhamentos. Já no final da audiência houve uma certa dificuldade em se manter um direcionamento no debate e não conseguimos ficar para saber ao certo quais as próximas possibilidades de discussão, mas como o grupo mostrou-se aberto a sugestões e a uma integração da comunidade na elaboração desse projeto, em breve estaremos divulgando algum contato para quem tiver interesse na questão e também estaremos atentos às novidades que surgirem.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

sempre mais do mesmo...





Aos que querem acompanhar a situação do MAB...

Nada foi noticiado na mídia local sobre o MAB desde a saída de Bené Fonteles, que gerou uma matéria bastante extensa no correio braziliense. Pois bem, a matéria dizia que uma comissão havia sido formada para decidir os rumos da instituição. A conclusão da comissão foi pela manutenção do acervo no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República . Também foi sugerida a aquisição de mobiliário adequado a manutenção das obras e futura fusão das duas instituições. A princípio o desejo é de que a nova instituição tenha duas sedes, mantendo-se assim o tradicional prédio do MAB além do monumento da explanada. Como a reforma até agora não tem previsão de início, esse pode ser um sonho longínquo e improvavel. O fato é que a equipe do MAB está atualmente atuando junto ao acervo em pareceria com a equipe do Museu Nacional.
De todo modo, manteremos nossa enquete, dando a todos a possibilidade de se manifestar, muito embora, aparentemente, as decisões já tenham sido tomadas ou estejam se encaminhando para um desfecho previsível.


Nada se sabe sob a gestão da nova instituição, mas é provável que uma política de aquisição de obras siga as diretrizes originais do MAB (seria uma opção coerente ao menos) , ou seja, priorizar a produção atual de artes.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Apoio ao MAB (um desabafo)




“(...) quero fazer uma comissão para ver se é melhor mesmo fazer o MAB ou pegar o acervo e jogar no Museu Nacional”.Silvério Gorgulho, Secretário de Cultura. CB, 10/12/2009


Não posso me furtar de escrever algumas linhas em favor do MAB – Museu de Arte de Brasília - frente a demissão de Bené Fonteles e as colocações de nosso atual Secretário de Cultura. Como Brasiliense, como cidadão, como artista, não gostaria de ver o acervo do MAB “jogado” aonde quer que seja! A já repetitiva solução de doar (ou alojar definitivamente) o acervo do MAB no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em minha opinião, é um retrocesso; não apenas condena o MAB a inexistência, substituindo um espaço pelo outro, como também nos furta do saudável exercício de estabelecer um recorte curatorial adequado as potencialidades do Museu Nacional, e construir uma coerente estratégia de aquisição de um acervo próprio.

Hoje o abandonado, MAB é um marco do descaso do atual Governo (e dos anteriores) para com os museus e instituições culturais da cidade bem como em relação a cultura como um todo. Ás portas dos 50 anos da cidade, ele resiste, só, a uma hedionda expansão comercial e imobiliária, como um entrave a interesses escusos e uma marca nostálgica do que a cultura em Brasília já representou e poderá um dia voltar a representar.

Não me convencem os argumentos de que o prédio é inadequado para abrigar um museu, uma vez que a grande maioria dos espaços de Brasília foram adaptados para tornarem-se museus e não criados com esse intuito (e os que foram, atendem apenas secundariamente a algumas das necessidades primordiais para essa função).

Com isso sou a favor da manutenção do MAB com seu importantíssimo acervo, que constituí parte da história recente da arte no Brasil e em Brasília, bem como da realização das obras e reformulação necessárias para a adequar sua estrutura a criteriosa conservação das obras.

No aniversário de Brasília, no ano internacional da integração entre museu e turismo, que nosso governo reveja suas prioridades e preserve um pedaço desta história que é nossa.