Agradecemos sua visita e informamos que estamos inativos por tempo indeterminado.

Acesse nossos arquivos no menu ou nos links laterais.

















segunda-feira, 30 de novembro de 2009

10o Mostra Dulcina: Impermanências - 01/12


Abertura: 01/12 às 20h
Local: Galerias da FADM e locais próximos
Visitação: 02/12 à 20/12 das 9h às 21h

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Notas de viagem - III Simpósio de Arte Contemporânea do Paço das Artes - SP



O III Simpósio de Arte Contemporânea do Paço das Artes (SP) contou este ano com a presença da teórica Rosalind Krauss abrindo o evento no dia 25/10. Resolvi não focar este relato na cobertura do evento e em comentários que já foram constatados por quem acompanhou alguma coisa, mesmo de longe (como a participação pouco carismática de Krauss durante o debate), até porque a transmissão da mesa inaugural, bem como alguns relatos e outros materiais relativos ao evento encontram-se disponíveis no blog.

Porém, gostaria de chamar atenção para um ponto específico do evento: a fala de Paulo Viveiros na mesa intitulada Imagem, arte e poder realizada dia 26/10. Participavam também Tadeu Chiarelli, Miguel Chaia (debatedor) e Dora Mourão (mediadora da mesa).

Viveiros buscou questionar o poder das imagens na atualidade, sendo que, sua fala orientou-se para uma perspectiva histórica de como a imagem foi utilizada de diversas formas para atestar crenças e induzir a verdades. Entretanto a partir do impressionismo essa situação inverte-se. Como nos mostra Tânia Rivera, na passagem do séc. XIX para o XX a imagem perde seu estatuto de precisão visível e começa a formar-se justamente pelo movimento e pela incerteza do visível. (RIVERA In RIVERA; SAFATLE, 2006. P. 150).

Como reestabelecer, portanto, um vínculo de espiritualidade com as imagens sem incorrer nas imposições do passado? Para Viveiros é preciso buscar um fora-de-campo, que seria, para ele, o espaço da ficção, da imaginação. As imagens artísticas devem provocar um “silêncio desconfortável” e nos conduzir ao invisível. Lembrando que esse silêncio ao qual se refere não significa necessariamente uma falta ou um vazio formal que muitas vezes geram certo distanciamento. A meu ver, sua fala refere-se a uma contemplação demorada, à busca de estratégias que nos desloquem e propiciem uma reflexão que não se dê de forma tão imediata. As obras de artistas como Bill Violla, Godard, Jeff Nichols e Kelly Reichardt foram mencionadas por Viveiros por conterem, segundo ele, esse silêncio potencial capaz de nos resgatar da “urgência do instantâneo”.

Lembrando que, tal “resgate” dessa relação com as imagens também foi o ponto de partida estabelecido por Rosalind Krauss em sua fala, especificamente ao criticar a forma como as feiras de arte e outros eventos vêem sendo organizados atualmente, conduzindo o espectador a uma postura pouco atenta. Em contraposição, apresentou artistas como Christian Marclay, William Kentridge e Marcel Broodthaers que pensam a própria mídia (ou technical support, como prefere utilizar) e que se propõem a produzir para o cubo branco buscando novos limites de recepção para suas obras.

(O relato completo das mesas as quais me refiro pode ser conferido aqui).

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

VIII Mostra de Talentos do TCU - 24/11



Tribunal de Contas da União, por meio do Espaço Cultural Marcantonio Vilaça - ECMV promove a VIII Mostra de Talentos do TCU. A abertura ocorrerá dia 24/11/2009 e contará com apresentações no Auditório Ministro Pereira Lira.
A Mostra exibirá trabalhos nas categorias pintura, fotografia, desenho, escultura, gravura, design, instalação, trabalhos experimentais, vídeo, cinema, música, literatura, artes cênicas e dança.
O homenageado da VIII Mostra será Roberto Burle Marx, cujo centenário de nascimento está sendo comemorado neste ano de 2009.


Abertura da Mostra: 24/11/2009, às 16h no Auditório
Ministro Pereira Lira


Informações:

Espaço Cultural Marcantonio Vilaça
Tribunal de Contas da União - Setor de Administração Federal Sul
Quadra 4 - Lote 1, Edifício-Sede, Térreo
Brasília – DF
CEP: 70042-900
E-mail: talentosdotcu2009@gmail.com

Ensaio em Sol - Feira do Livro

Terça-feira, dia 24, A artista Plástica Raquel Piantino estará "expondo, vendendo, trocando, distribuindo e o que mais vier" seu bélissimo livro de desenhos "Ensaio em Sol" na Feira do Livro de Brasilia.

Apareçam de 15h20 às 16h20, no estande Mangueira Diniz no Pátio Brasil.

=)

http://www.flickr.com/photos/raquel_piantino

domingo, 22 de novembro de 2009

Quem quer pão?! A saga continua!



Olá Pessoas!

Depois de muito tempo sem postar nada sobre as vernissages da nossa Capital, estou de volta!

Confesso que demorei por dois motivos, o primeiro deles e que nenhuma delas foi um mega evento e rendeu bafões e o segundo é que eu quero é novidade!

E falando em novidade, vou dedicar a coluna desse mês a vernissage do 1º Salão Universitário/Prêmio Espaço Piloto de Arte Contemporânea que aconteceu na segunda-feira dia 16/11 no Espaço Piloto, a belíssima galeria e o único local que os alunos do IdA possuem neste momento para mostrar seus trabalhos.


Com um menu recheado de opções e uma carta de bebidas excelente, vários alunos e alguns professores compareceram ao Salão para prestigiar e ver os trabalhos selecionados. Dos professores que foram ao evento chamo atenção ao professor Nelson Marvalhas Junior, que deu uma olhada rápida, comeu e saiu à francesa, diferente da professora Grace de Freitas, que sendo uma das docentes mais antigas do departamento esbanjou muita simpátia durante toda a noite.



Mas focando nos “comes e bebes” uma coisa eu tenho que dar o parabéns, foi a escolha da bebida, melhor ter chopp com fila de espera do que vinho com gosto de vinagre! (e depois todo mundo sai com azia!) Agora a comida, não foi lá aquelas coisas, pão e pastinhas....




Agora uma coisa que me chamou a atenção foi dedicação da Professora e Doutora Nilvada, estava tão empenhada cortando os pãezinhos e servindo os alunos, acho que se a consultora de etiqueta do Fantástico, Glorinha Kalil, visse ia dar nota 10, ela seguiu todos os passos de uma boa anfitriã, se vestiu bem, recebeu bem, serviu bem e se divertiu, acho que se divertiu né?!

Gostaria de parabenizar os selecionados e que o Salão não dê um animo só nos alunos selecionados, mas em todo o Instituto de Artes!

E fiquem de olho no blog, este mês não teremos apenas um artista entrevistado, mas a fala dos artistas que estão participando do Salão!

Até mais.

Mônica Tachotte.


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rosa dos Ventos - 25/11




A Fundação Nacional de Artes (Funarte) inaugura, dia 25 de novembro, na Galeria Fayga Ostrower, em Brasília, a exposição Rosa dos Ventos. A mostra explicita como as questões de fluxo, trânsito e deslocamento se localizam na "geografia poética" dos artistas Amanda Melo, Jonathas de Andrade, Rodrigo Braga e Waléria Américo. Aberta ao público até 31 de janeiro, a exposição tem entrada franca.

Instrumento de orientação que se baseia nas quatro direções principais (Norte, Sul, Leste e Oeste) e suas intermediárias, a "Rosa dos Ventos" corresponde à volta completa do horizonte e surge da necessidade de se indicar uma direção. É a partir da apropriação desse termo geográfico que a exposição localiza o seu eixo, refletindo acerca das direções e horizontes tomados pelas poéticas dos artistas da mostra, nas quais o desejo, a solidão, a política e a paisagem se alimentam de um corpo que transita pela diversidade de mundos. A exposição conta com apoio do Banco do Nordeste e tem curadoria de Bitu Cassundé.

Rodrigo Braga apresenta um recorte da série Desejo Eremita. Resultado de sua experiência/residência numa cidade do interior de Pernambuco chamada Solidão, a série de fotografias retrata sua vivência no embate entre a natureza, a paisagem, o corpo e a experiência eremita da solidão.

Jonathas Andrade, com o Documento Latinamerica: Condução à Deriva, desbrava fronteiras e paisagens pela América do Sul, percursos de um corpo político que registra fragmentos de memórias e afetos.

Amanda Melo elabora uma série de desenhos em Sal é Mar, tendo o mar como um espaço de instabilidade para a paisagem registrada, em um processo de pesquisa que demandou um longo percurso pelo litoral brasileiro.

Waléria Américo desenvolve uma investigação em que o corpo, a paisagem e a cidade são elementos propositivos para sua poética. Plano de fuga n.1 é resultado de uma performance voltada à paisagem, na qual a artista fica suspensa com pernas de pau gigantes.

Rodrigo Braga e Jonathas Andrade apresentam, nesta exposição, o resultado de seus projetos selecionados na Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística 2008, nas categorias Fotografia e Artes Visuais, respectivamente. Os artistas tiveram cerca de sete meses para desenvolver as propostas. Em 2009, esse edital não foi reeditado.

Luiz Aquila - 24/11


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CONVITE - Encontro Extraordinário REMIC-DF

Convocamos a todos para participar da elaboração final da Carta de Princípios REMIC-DF, no dia 23 de novembro às 18h30 no Museu Nacional .

No dia 09 de novembro de 2009 realizamos o 11° Encontro REMIC-DF. Nele, além do produtivo debate acerca do tema apresentado pela palestrante convidada Luciana Sepúlveda , foi acordado que discutiríamos, inicialmente através de email, as proposições para a Carta de Princípios que será apresentada no II Encontro Nacional de Educadores em Museus, em dezembro de 2009 no Rio de Janeiro. Essas importantes propostas comporão outra Carta de Princípios, documento único, que será construído em conjunto com as outras Redes Estaduais de Educadores em Museus durante o II Encontro Nacional da REM no Rio de Janeiro, em dezembro. Este documento deverá, então, ser encaminhado aos órgãos públicos e demais instituições relacionados com Cultura, servindo de parâmetro e diretriz para os profissionais do setor de educação em museus e instituições culturais.


Inscreva-se no II Encontro Nacional da REM - ENREM, no site http://www.rem.org.br/

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Notas de Viagem - 31o Panorama da Arte Brasileira MAM-SP

Acontece em SP até o dia 20 de dezembro mais um Panorama da Arte Brasileira no Mam. A curadoria desse ano é de Adriano Pedrosa que optou por trazer artistas estrangeiros influenciados pela cultura brasileira.

Não foi a primeira vez que artistas estrangeiros integram a mostra, entretanto, dessa vez a proposta foi mais radical, apresentando apenas uma artista brasileira que vive no exterior. Pedrosa coloca em cheque o próprio panorama, criado com o intuito de divulgar a arte nacional, questionando a partir disso a noção de identidade e revisitando o debate que nossos modernistas iniciaram em 22. Porém, indo um pouco além, apresenta a arte brasileira não mais como receptora de influencias, mas como ela vem sendo “canibalizada” (nas próprias palavras do curador). O título da mostra Mamõyguara opá mamõ pupé adotado a partir do trabalho de Fulvia Carnevale e James Thornhill quer dizer “estrangeiros em todo lugar” em tupi antigo e acaba por sugerir também nossa condição de estrangeiros em nosso próprio país.

Apesar do protesto negativo de vários artistas que argumentam que questões relativas à nacionalidade deveriam estar superadas ou tornarem-se ao menos segundo plano para critérios de seleção curatorial é inegável que a exposição tem um resultado instigante, o que demonstra certa coerência e atualidade em dar continuidade ao debate da maneira apresentada. A maioria dos trabalhos parece confluir para uma abstração geométrica que revisita questões concretistas e neoconcretistas e é evidente que a seleção dos artistas tem esse como um dos principais pontos de partida.

Inevitável pra mim pensar na noção de forma difícil de Rodrigo Naves, já que venho recentemente tendo um contato mais aprofundado com seus escritos. No caso, não exatamente pela relutância em estruturar fortemente os trabalhos e por uma delicadeza da qual Naves nos fala, que parece presente em algumas propostas, mas que seria difícil de definir em relação à produção atual. Mas, principalmente, por privilegiar esse olhar estrangeiro que parece captar uma nuance específica que em certa medida nos escapa devido a uma proximidade excessiva e pelo desejo, por vezes forçoso, de buscar uma definição.

Chamo atenção também para uma besteira que eu adorei: a solução prática de colocar simpáticos bloquinhos de papel jornal com textos destacáveis sobre as propostas/artistas ao lado de cada trabalho. Não é nenhuma novidade e com certeza algumas pessoas iam odiar a falta de glamour do bloquinho, mas eu que já tenho uma queda por uma tosqueirinha sutil achei ótimo. E graças aos bloquinhos trouxe pra quem tiver interesse alguns dos artistas que me chamaram atenção.

(nem todas as imagens abaixo são referentes aos trabalhos da mostra, ao clicar elas conduzem a links para conhecer um pouco de outros trabalhos desses artistas)


Mateo Lopez, Simon Evans, Jorge Macchi
Juan Perez Aguirregoikoa, Luisa Lambri, Marjetica Potrc


Damián Ortega, Runo Lagomarsino e Julião Sarmento