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sábado, 24 de julho de 2010

problemas da cidade

Brasília recebeu o fórum [4o Fórum de Museus], mas anda mal das pernas para o Ibram. Com o Museu de Arte de Brasília (MAB) fechado e os museus do Índio e Memória Candanga em situação aquém de suas capacidades, resta o Museu da República. Para José do Nascimento Júnior, diretor do Ibram, a situação da capital é temerária. “Recebi o pedido para um evento de arquitetura de museu feito pela Secretaria de Cultura. Com o MAB fechado, o Museu do Índio na situação que está e os demais museus ligados à secretaria tudo em situação precária, eles pedem pela lei Rouanet R$ 800 mil para fazer uma evento de arquitetura internacional de museus em Brasília. É um contrasenso. Se há condição de captar R$ 800 mil para um evento que vai durar uma semana, esses mesmos R$ 800 mil abririam pelo menos o MAB e o Museu do Índio em outras condições”, diz Nascimento. “Isso em uma cidade que precisa se estruturar para receber a Copa do Mundo. Vamos ver o que esse seminário de arquitetura vai discutir em Brasília com os museus fechados.”

[Trecho da reportagem de Nahima Maciel, Publicada no Correio Braziliense de 16/07/2010]

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Possibilidade de trabalho no IBRAM/DF

Posto: Coordenador(a) de Produção e Análise da Informação

Departamento: Coordenação-Geral de Sistemas de Informação Museal

Local de Trabalho: Sede do IBRAM, Setor Bancário Norte, Brasília – DF

Principais responsabilidades:

* Investigação e a análise dos dados gerados pelos diferentes sistemas de informação do IBRAM, destacando-se o Cadastro Nacional de Museus (www.museus.gov.br) e o Observatório de Museus (http://www.fiocruz.br/omcc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=16).
* Coordenar e supervisionar a implantação desses instrumentos nos sistemas estaduais e municipais de museus brasileiros, bem como gerenciar a alimentação de suas bases de dados.
* Proposição de pesquisas e estudos a partir dos dados gerados.
* Atendimento às investigações demandadas por públicos internos e externos.


Requisitos essenciais:

* Curso superior em alguma Ciência Social Aplicada ou Ciência Humana, conforme definição das ‘Áreas do Conhecimento’ do CNPQ (http://www.cnpq.br/areasconhecimento/)

Requisitos desejáveis:

* Formação multidisciplinar.
* Nível avançado de proficiência em Inglês e/ou Espanhol (outras línguas também são desejáveis)
* Experiência com pesquisa e, de preferência, com o cruzamento de dados qualitativos e quantitativos (multi-métodos e triangulação).


Favor enviar ‘currículo’ e ‘carta de motivações’ para:

Sr. Petras Shelton-Zumpano: psz@ibram.gov.br

Contato: (61) 2024-6178

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ser Possível

Detalhe de painel da cidade de São Paulo, 2008. #carolinabarmell

A dupla de artistas Gustavo e Otávio Pandolfo, considera-se quase brasiliense. Na cidade desde 12 de fevereiro, OSGÊMEOS contaram para o Dando Nome aos Bois que conheceram a cidade ainda quando criança por ocasião de uma viagem prêmio recebida em um concurso de desenho. Neste, os dois executaram, separadamente, o mesmo desenho e assim foram premiados com uma viagem à capital.

Desta vez o motivo de tão longa estadia é a gestação da exposição Vertigem. A palavra gestação não aparece em vão neste contexto; quem acompanha a rotina dos irmãos logo percebe que o trabalho é intrínseco às suas vidas e que a dedicação dos mesmos parte de uma bem estar em relação à produção artística na qual eles se propõem desenvolver. Boa parte da montagem da exposição tem o acompanhamento atento dos mesmos que, criando e modificando, delineiam a nova versão da mostra que recebeu o prêmio de melhor exposição do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2009.

O protecionismo dos irmãos em relação a seus trabalhos não se limita à exposições. Em conversa para o DNB, Gustavo revela que ambos têm muitos ciúmes dos desenhos e que alguns de seus trabalhos nunca terão valor possível de ser pago, pois o valor afetivo é bem maior. Além disso, há ainda outra esfera afetiva que envolve o aspecto profissional da dupla. Durante a montagem das exposições e em todo o processo relacionado às suas produções mais extensasm, envolvem-se pessoas que se fazem fundamentais para o bem estar dos artistas. Desde o irmão mais velho que conduz a montagem e a produção dos objetos, passando por amigos que colaboram nos detalhes e finalizações e outros que escrevem textos para seus catálogos, tudo isso é somado para tornar o ambiente de trabalho o mais agradável possível. Ambos são acostumados a ditarem os rumos de suas produções do começo ao fim e revelam que projetos verdadeiramente incríveis acontecem por acaso, citando a criação do cenário para a gravãção do DVD de Siba e a Fuloresta ou a pintura do centro criativo do palhaço russo Slava Polunin, na França.
Atelier d'OSGÊMEOS, São Paulo, 2008. #carolinabarmell

Sobre o processo criativo, Gustavo e Otávio, declaram-se apaixonados por imagens. Quaisquer que sejam. As obras se desenvolvem dentro de um universo estético próprio, resultado de um caminho de mais de 10 anos de criação. O fascínio por imagens - característico de artistas visuais - neste caso, se revela de forma clara e com grande amplitude. Não há disfarce em demonstrar referências de outros artistas, ditados populares e imagens cotidianas. A construção do trabalho também conta com a apropriação do improviso que os liberta para a experimentação de novas formas, cores e suportes. Em Vertigem veremos pintura sobre diversos suportes, objetos, instalações sonoras, painéis e um pouco desse universo muito particular, carinhosamente apelidado de Tritez.
Apesar de terem apresentado a mostra anteriormente, para eles, cada espaço agrega um tanto de suas características específicas. Os irmãos afirmam que cada cidade que visitam os recarrega de uma série de boas experiências e Brasília não poderia ser diferente. Em suma, 110m² abrigarão os pensamentos dos artistas paulistanos. O ambiente não nos revelará apenas jovens artistas em busca de respostas por meio da experimentação de diversos suportes, mas, acima de tudo, permitirá o encontro de muitas perguntas sobre possibilidades, sonhos e realidade.
Fachada externa da exposição Vertigem, CCBB Brasília, 2010. #carolinabarmell

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Renome Galeria de Arte e Design

Inaugurada em novembro último, a Renome Galeria tem o intuito de tornar-se um espaço que conjuga arte contemporânea local e design (principalmente mobiliário com ênfase nas décadas de 50, 60 e 70). Não se trata efetivamente de uma iniciativa recente: Sidney Júnior fechou a Mais Vezes Galeria, no Lago Sul, para passar a ocupar um espaço consideravelmente mais amplo na Asa Norte.

Com um claro foco na produção recente de Brasília e Goiânia, a equipe da galeria virou figura fácil em abertura de exposições de artistas locais, principalmente de exposições universitárias, onde tem estabelecido contatos com vários artistas ainda pouco conhecidos na cidade; Por um lado, parece-nos um procedimento bastante razoável, tendo em vista a intenção do espaço de apresentar e comercializar obras de artistas locais. No entanto, é de saltar os olhos em Brasília, local em que nem galeristas, nem representantes de espaços expositivos, nem ao menos os jornalistas culturais da cidade, costumam ser vistos nesses eventos.

Dessa forma, a Galeria Renome parece ter descoberto um nincho bastante promissor: por um lado, artistas locais de várias gerações com produções bastante maduras e, do outro, um público potencial interessado em adquirir obras de artistas ainda pouco conhecidos na cidade (jovens artistas com produções consistentes e artistas já com bastante tempo de carreira, cuja a obra merece maior atenção local).

A Renome Galeria de Arte e Design fica na SCRN 716 Bl/C, Lj 36.
Aberta de terça a sexta, das 12h às 20h. Sábado e domingo, das 12h às 18h

Confira o site da galeria
Leia matéria do Correio Braziliense sobre o espaço

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

113

Olá!

Bem, para quem nunca ouviu falar de mim, meu nome é Luciana Ribeiro, sou bacharel em Artes Plásticas/Visuais pela Universidade de Brasília, e dentre muitas aventuras artísticas e/ou acadêmicas anteriores, hoje em dia trabalho com arte educação no Centro Cultural Banco do Brasil.

Na minha "estréia" no dando nome aos bois gostaria de abordar dois assuntos, mas achei melhor (por enquanto) escolher só um mesmo, no caso o concurso do IPHAN.


O concurso aconteceu dia 13/12, domingo, com vagas para várias áreas dentre elas História da Arte, ou Técnico em História da Arte.

Confesso que me surpreendi positivamente com a prova, as questões eram bem elaboradas e quase sem os famosos "peguinhas" que acontecem em seleções duvidosas... Uma pena que para muitos cargos, inclusive de Técnico em História da Arte no DF, só havia uma vaga disponível por unidade federativa.

Foram 50 questões objetivas envolvendo compreensão e leitura de texto, legislação do IPHAN, lógica, inglês, história da arte e duas discursivas mais específicas.

Pensei que seria interessante postar aqui no blog, abrindo assim para comentários, as questões discursivas digitalizadas, pois, na minha opinião, achei pouco a quantidade máxima de 30 linhas para responder para cada questão.




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ainda sobre o FOTOARTE

Continuando o debate, postamos parte da cobertura do Fotoclube f/508, sugerido por Amanda Ourofino, sobre o resultado da carta aberta.
(Postagem na íntegra: http://www.fotoclubef508.com/blog/?p=9537)

A AFOTO tem especial atenção e preocupação com os regulamentos de concurso de fotografia. Recentemente, em postagem do dia 26 de agosto, posicionou-se contrária ao regulamento do 2° Prêmio Foto Arte. Na ocasião, o presidente Rinaldo Morelli enviou uma carta oficial à promotora do concurso sugerindo alterações no regulamento, mas não obteve resposta.
Fatos recentes reacendem a discussão. A fotógrafa Patricia Gouvêa está questionando os termos do contrato que os premiados devem firmar com os promotores do concurso, e se recusa a assinar. Patricia já informou que abre mão da premiação se os termos do contrato não forem revistos.
O corpo de jurados ainda não divulgou sua posição oficial, mas em comentário no blog do Paraty em Foco, Rogério Assis afirma que todos são contrários aos termos do contrato e manifestaram seu desacordo para a promotora do concurso, a sra. Karla Osório, pedindo alteração do contrato.
A AFOTO enviou email para a sra. Karla Osório, para que tivesse suas palavras diretamente, sem interpretações por terceiros.


“Alertados pela Patricia Gouvêa, nós (Eder Chiodetto, Thiago Santana, Marcelo Reis, Milton Guran, Susana Dobal e eu, Rogério Assis) não tivemos prévio conhecimento do contarto enviado aos articipantes do 2º Foto Arte Brasíla, após o juri referendar as premiações. Durante toda a semana estamos solicitando a direção do Foto Arte Brasília, a revisão das clausulas que julgamos abusivas. Até o momento não fomos atendidos na nossa reivindicação. Segue abaixo o texto da minha última mensagem enviada a todos os jurados e a direção do Foto Arte Brasília. Sem a determinação do uso, o texto continua com o mesmo significado. Parece que quer se ouvir, mas não se quer escutar. Nós do juri não estaremos de acordo com nenhum texto que não especifique detalhadamente qual a utilização que vai ser dada as fotografias.
Qualquer outra utilização, especialmente as de cunho comercial, devem ser autorizadas pelos fotógrafos. Apesar de trabalharmos com imagem, temos total condição e inteligência suficiente pra compreender um texto. Essa história já foi longe demais. Ou faz-se o que estamos pedindo ou encerrasse de uma vez esse diálogo estéril. Acredito que todos nós tenhamos muitos afazeres pra ficar alongando ainda mais o que já esta decidido por nós jurados.Paciência tem limite.
Não vou jogar pela janela 20 anos de fotografia pra referendar um contrato abusivo como esse. Sou dono de editora, já fui sócio de Agencia de Fotografia e pra tocar em frente meus projetos, jamais precisei usar desse tipo de artificio. Eu, como tenho certeza, todos os outros jurados, com brilhantes trajetórias dentro da história da fotografia brasileira, jamais seremos coniventes com esse tipo de absurdo. Se pleiteia-se a boa fé, então que faça-se uso dela.
Atenciosamente,”
Rogério Assis
+ A (Foto) Arte da Enganação

E o FotoArte volta atrás.
Recebemos do amigo Marcos Lima
“Acabei de receber da FotoArte Brasília um e-mail avisando que eles alteraram as cláusulas”.
Caros fotógrafos selecionados e premiados do 2º Prêmio FOTO ARTE,
Diante do debate surgido sobre o teor de 2 (duas) cláusulas do Termo de Cessão que lhes foi encaminhado anteriormente, a Organização do Prêmio, após consultas com o corpo de jurados, decidiu alterar o documento, realizando as seguintes modificações que encontram-se abaixo:
1) Será retirada inteiramente a Clausula 4, relativa à montagem das imagens;
2) Será alterada a redação da Clausula 6 que passará a ser 5 e terá o seguinte texto:
“5. O CEDENTE reitera seu aceite formal a todo o teor do Regulamento a que já aderiu de livre e espontânea vontade, ao inscrever-se no Prêmio, e cede os direitos sobre a(s) fotografia(s) à CESSIONÁRIA para que a mesma possa utilizá-las estritamente para divulgação do Prêmio, e à entidade sem fins lucrativos, WWF-Brasil, isentando ambas da obrigação de efetuar qualquer pagamento ao CEDENTE, pelo uso das imagens, que são cedidas, conforme previsto no Regulamento, cujo teor fica inteiramente mantido”.
3) Será alterada a Cláusula 10, reduzindo para 2 (duas) as vias originais a serem enviadas.
4) Todas as cláusulas a partir da Cláusula 4 serão renumeradas.
A fotografia merece e exige respeito!


Gratos pela colaboração de Amanda Ourofino. Estamos de olho.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Denúncia sobre irregularidades no prêmio FOTOARTE 2009 por Patricia Gouvêa

Carta aberta enviada no dia 2 de outubro de 2009 à produção do prêmio, para todos os jurados, postada no facebook e enviada para o Canal Contemporâneo (http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/002527.html)


À produção da FOTOARTE, Prêmio FOTOARTE 2009 e aos jurados,
Venho por meio desta informar que estou abdicando da Menção Honrosa recebida e que todos os materiais por mim enviados (CD com imagens am alta, biografia etc) devem ser inutilizados ou devolvidos e minhas imagens retiradas de qualquer suporte de divulgação.
Foram inúmeras as minhas tentativas, desde a última segunda-feira e as do júri para que a Sra. Karla Osório concordasse em redigir o termo de cessão de direitos de imagem, onde foram incluídas 2 cláusulas que não constavam do regulamento, cujo teor fere os direitos autorais dos fotógrafos, constituindo, portanto, ato irregular e que apenas beneficia as empresas controladas direta ou indiretamente pela ARTE 21:
4. A CESSIONÁRIA fica expressamente autorizada pelo CEDENTE a executar livremente a montagem das fotografias objeto deste contrato, podendo proceder aos cortes, às fixações e às reproduções necessárias.
6. A CESSIONÁRIA poderá ceder os direitos sobre a(s) fotografia(s) e/ou a conceder autorização de utilização a quaisquer empresas sob seu controle direto ou indireto, bem como a entidade sem fins lucrativos, especificamente à WWF Brasil, sem obrigação de efetuar qualquer pagamento ao CEDENTE.
A primeira é preocupante pois autoriza cortes na imagem, mas a segunda é ainda mais grave: por meio dela as imagens poderão ser usadas por outras empresas sob controle da ARTE 21 e outras ONGs!!!!
Todo o júri (Éder Chiodetto, presidente, Rogério Assis, Suzana Dobal, Marcelo Reis, Milton Guran e Tiago Santana) me apoiou e está pedindo que a Karla refaça os contratos e anule os antigos a partir da minha contestação, mas parece que ela, infelizmente, está optando por ignorar até mesmo o juri e passou a dizer que eu sou a única reclamante sobre o assunto, o que deixou a todos ainda mais perplexos.
Estamos num momento de mudança de paradigmas e as pessoas não podem ser irresponsáveis e precisam pensar de forma coletiva. Decidi então abdicar do prêmio, pois acredito que todos os fotógrafos tem que ter seu contrato revisto e os antigos rasurados, pois este é um problema grave que diz respeito a todos. Anteriormente a AFOTO, associação dos fotógrafos de brasília, já havia feito uma denúncia contra o prêmio, com comentários de um advogado especialista em direitos autorais: http://afotobrasilia.wordpress.com/2009/08/26/2º-premio-foto-arte-brasilia/
Este pedido foi ignorado, assim como agora um pedido coletivo e que envolve o juri do prêmio está sendo ignorado. A Sra. Karla Osório prefere manter uma atitude inflexível e colocar a questão como se fosse um ato isolado de contestação de minha parte, o que demonstrar sua falta de boa vontade com a questão, e que coloca em dúvida suas reais intenções com este prêmio. Muitas tem sido as manifestações em todo o Brasil contra esta atitude. Neste email estão copiados alguns premiados, para que tomem conhecimento da minha decisão: Macia Folleto, A.C. Júnior, Dalton Valério e Charly Techio.
A resposta ontem do presidente do júri, Eder Chiodetto, após mais um email evasivo da Carla foi contundente e simboliza a opinião do júri:
"Olá Karla,
Já foram muitos emails trocados, a posição de todo o corpo do jurado já está absolutamente clara. E nós seguimos estarrecidos com a sua posição inflexível. Nada justifica esse seu comportamento. Se todos estão apontando para uma direção porque você acha que é a única que pode ter razão? Também pedimos para advogados ler o regulamento e a cessão de direitos e o retorno é de que há um claro conflito entre ambos. Que a Cessão de Direitos pode sim prejudicar os fotógrafos que a assinarem da forma como já salientamos. Se não é isso que você quer, como você tem repetido "n" vezes nos emails, porque não alterar as duas cláusulas que desde o início estamos solicitando? Para você não mudaria nada, não é? Faça um comunicado oficial e público de que o Termo de Cessão enviado está anulado mesmo para quem já o enviou pelo correio e reenvie um outro. Mas, antes, submeta ao corpo de jurados, por favor. Porque eu não tenho autoridade para decidir sozinho qualquer coisa com você. É o nome e a reputação de todos do júri que está em jogo. Essa história já está extrapolando e ganhando uma repercussão sem controle.
Eder Chiodetto"
Para encerrar, gostaria de deixar uma frase do Carlos Carvalho, que serve para nossa reflexão: "Prêmio é para premiar e não para chantagear."
Atenciosamente,

Patricia Gouvêa

domingo, 6 de setembro de 2009

Relatório: Audiência Pública - MAB


Dia 2 de setembro aconteceu uma audiência pública no Auditório da Biblioteca Nacional a respeito da situação do Museu de Arte de Brasília (MAB). Sabendo da recente realocação do acervo do MAB para o Museu Nacional da República e receosos de que a situação atual do museu pudesse indicar seu fim, fomos lá conferir e nos atualizar sobre tudo isso.

Para nossa surpresa a audiência tratava-se de uma proposta consistente que, apesar de vários detalhes a serem discutidos, parece ser o único encaminhamento que vem ocorrendo para a manutenção e revitalização do MAB.

Trata-se do seguinte: Foi formada uma comissão, cujos integrantes presentes eram Glênio Lima (MAB), Ana Frade (DEPHA), Wagner Barja (MN), Omar Franco (artista plástico) e Ione Carvalho (subsecretária de cultura do GDF) para analisar e propor soluções para o MAB. A partir das considerações realizadas, o grupo apresentou um plano de fusão do MAB e do MN, bem como um projeto de revitalização das duas instituições, já que nenhuma das duas apresenta-se, atualmente, em condições minimamente próximas das desejadas para esse tipo de espaço.

O novo complexo museológico, cujo nome (questionável) sugerido pela comissão seria “Museu Nacional de Arte de Brasília”, teria duas sedes: a Sede Lago (mantendo o mesmo prédio do MAB, com muitas melhorias) e a Sede Esplanada (atual Museu Nacional, o bolinha). O acervo do MAB seria transformado na Coleção MAB, compondo o acervo total do complexo que seria estabelecido no prédio do Museu Nacional, já que este possui mais possibilidades para isso. O MAB, por sua vez, passaria por um amplo projeto de restauração que também foi apresentado ontem ao público.

Ao que tudo indica, a fusão contempla os dois espaços e oferece excelentes perspectivas para a cidade. Por um lado o MAB seria beneficiado da visibilidade do Museu Nacional e se fortaleceria na fusão, seu acervo ficaria mais bem alocado e a reforma propiciaria mais espaço para cursos, exposições, além de uma área reservada para um laboratório de conservação e reparo de obras, previsto também no projeto. Por outro lado, o Museu Nacional da República se beneficiaria de um dos melhores acervos de arte contemporânea do Brasil o que o faz, de certo modo, ganhar uma identidade, já que ele nasceu (e vem crescendo) como um espaço extremamente problemático e uma de suas principais questões é justamente como formar seu acervo.

Outras vantagens da fusão apresentadas pelo grupo foram: a formação de um programa museológio entre as duas instituições, o fortalecimento político das duas, além do aprofundamento da programação que já vem ocorrendo no Museu Nacional e que teria uma maior versatilidade ao contar com outra sede. Cabe lembrar que dentre os pontos apresentados da programação inclui-se a criação de programas de residências para artistas, oficinas e cursos, além da extensão da pauta de exposições do Museu Nacional (para vocês terem uma idéia estão previstas para 2010 algumas exposições absurdamente fantásticas como Joan Miró, Joseph Beuys, Marc Chagall e parte da coleção do Museu de Arte Contemporânea de Barcelona).

Lógico que tudo isso depende de mil e um detalhes a serem discutidos e realizados e da nossa participação ativa, já que os governos e administrações mudam e nem sempre os projetos tem continuidade (na verdade, quase nunca). Durante a audiência a fusão foi problematizada, pois todos receiam o enfraquecimento do MAB e prezam pela manutenção de sua história na cidade. Mas, acredita-se que a fusão daria maior autonomia e visibilidade ao MAB e, deste modo, boa parte dos presentes acabou apoiando-a.

Devemos, portanto, ficar atentos aos próximos encaminhamentos. Já no final da audiência houve uma certa dificuldade em se manter um direcionamento no debate e não conseguimos ficar para saber ao certo quais as próximas possibilidades de discussão, mas como o grupo mostrou-se aberto a sugestões e a uma integração da comunidade na elaboração desse projeto, em breve estaremos divulgando algum contato para quem tiver interesse na questão e também estaremos atentos às novidades que surgirem.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Apoio ao MAB (um desabafo)




“(...) quero fazer uma comissão para ver se é melhor mesmo fazer o MAB ou pegar o acervo e jogar no Museu Nacional”.Silvério Gorgulho, Secretário de Cultura. CB, 10/12/2009


Não posso me furtar de escrever algumas linhas em favor do MAB – Museu de Arte de Brasília - frente a demissão de Bené Fonteles e as colocações de nosso atual Secretário de Cultura. Como Brasiliense, como cidadão, como artista, não gostaria de ver o acervo do MAB “jogado” aonde quer que seja! A já repetitiva solução de doar (ou alojar definitivamente) o acervo do MAB no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em minha opinião, é um retrocesso; não apenas condena o MAB a inexistência, substituindo um espaço pelo outro, como também nos furta do saudável exercício de estabelecer um recorte curatorial adequado as potencialidades do Museu Nacional, e construir uma coerente estratégia de aquisição de um acervo próprio.

Hoje o abandonado, MAB é um marco do descaso do atual Governo (e dos anteriores) para com os museus e instituições culturais da cidade bem como em relação a cultura como um todo. Ás portas dos 50 anos da cidade, ele resiste, só, a uma hedionda expansão comercial e imobiliária, como um entrave a interesses escusos e uma marca nostálgica do que a cultura em Brasília já representou e poderá um dia voltar a representar.

Não me convencem os argumentos de que o prédio é inadequado para abrigar um museu, uma vez que a grande maioria dos espaços de Brasília foram adaptados para tornarem-se museus e não criados com esse intuito (e os que foram, atendem apenas secundariamente a algumas das necessidades primordiais para essa função).

Com isso sou a favor da manutenção do MAB com seu importantíssimo acervo, que constituí parte da história recente da arte no Brasil e em Brasília, bem como da realização das obras e reformulação necessárias para a adequar sua estrutura a criteriosa conservação das obras.

No aniversário de Brasília, no ano internacional da integração entre museu e turismo, que nosso governo reveja suas prioridades e preserve um pedaço desta história que é nossa.